Fine-tuning (ajuste fino)

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Em resumo

O fine-tuning consiste em continuar o treino de um modelo já pré-treinado com um conjunto de dados mais restrito, para o adaptar a uma tarefa, um estilo ou um domínio específicos.

Fontes[1][2]

Definição

O fine-tuning (ajuste fino) pega num modelo já treinado com um vasto corpus e continua o seu treino com dados mais direcionados. O modelo conserva as capacidades gerais e adapta-se a uma necessidade concreta: tom editorial, vocabulário de um setor, formato de saída rigoroso, tarefa de classificação.

Variantes

  • Ajuste por instruções: treinar o modelo para seguir instruções a partir de exemplos (instrução, resposta esperada).
  • Aprendizagem a partir de avaliações humanas (RLHF): avaliadores comparam respostas e o modelo é ajustado para favorecer as que preferem. O artigo de Ouyang et al. descreve a sua aplicação aos modelos de linguagem.
  • Métodos eficientes em parâmetros: em vez de alterar todos os pesos do modelo, treina-se apenas um pequeno número de parâmetros adicionais. O LoRA é o exemplo mais conhecido e reduz muito o custo do ajuste.

Fine-tuning, RAG ou prompt?

  • O prompt é o mais simples e barato: experimente-o primeiro.
  • O RAG serve para trazer conhecimentos atualizados ou privados, com fontes verificáveis.
  • O fine-tuning serve para alterar de forma duradoura o comportamento, o estilo ou o formato, ou para especializar um modelo mais pequeno numa tarefa concreta.

Estas abordagens não se excluem e podem ser combinadas.

Limites

São precisos dados de qualidade em quantidade suficiente, custo de computação e uma avaliação rigorosa. Um ajuste mal feito pode degradar as capacidades gerais do modelo.

Fontes

  1. Hu et al., «LoRA: Low-Rank Adaptation of Large Language Models» (2021)
  2. Ouyang et al., «Training language models to follow instructions with human feedback» (2022)